Há sítios em Portugal onde o cavalo não é um animal, é uma forma de estar. A Golegã é o maior deles. Todos os novembros, esta vila do Ribatejo transforma-se na capital mundial do Cavalo Lusitano e recebe a Feira Nacional do Cavalo, a maior festa equestre do país, com raízes que recuam até 1571.
O evento
A capital do Cavalo Lusitano
São, na verdade, três feiras numa só: a Feira Nacional do Cavalo, a Feira Internacional do Cavalo Lusitano e a centenária Feira de São Martinho, que dá o pretexto e a data. Durante cerca de dez dias, o recinto do Largo do Arneiro e as ruas da vila enchem-se de concursos, galas equestres, campinos, tasquinhas e o cheiro a castanha assada. É tradição de séculos e, ao mesmo tempo, alta competição hípica ao mais alto nível.
Um marco
Agora também Património da Humanidade
Em 2025, a Equitação Portuguesa foi reconhecida como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, fruto do trabalho conjunto da Câmara da Golegã, da Escola Portuguesa de Arte Equestre e dos criadores do Cavalo Lusitano de Puro Sangue. E não há melhor sítio para celebrar isso do que na terra onde o cavalo manda.
O que se vive
Dez dias, um postal vivo do Ribatejo
A cada edição o cartaz muda, mas o coração da feira mantém-se. Isto é o que costuma encher os dias e as noites da Golegã:
Antes de ir
Para quem já quer planear
A Golegã é pequena e a feira é grande, por isso a vila enche. Se pensa dormir por perto, vale a pena tratar do alojamento com antecedência, e reservar tempo para a gastronomia ribatejana, do vinho novo ao queijo de ovelha. Está no meio do Ribatejo, por isso dá para juntar à visita o Castelo de Almourol, ali ao lado, em Vila Nova da Barquinha.
Programação
O programa de 2026, dia a dia
Em 2025 foram dez dias, de 7 a 16 de novembro. O programa completo de 2026 — concursos, galas e horários — será publicado aqui assim que a organização o divulgar.
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Onde acontece
A poucos minutos









