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Festas & Celebrações — Constância

Festas em Honra de Santa Margarida da Coutada 2026

De 17 a 19 de julho, a Coutada junta a missa e a marcha na mesma rua e não larga a festa até de madrugada.

Por Beatriz d'AlmourolAtualizado 17 julho 20265 min de leitura

Quando17 – 19 Julho 2026Sexta a domingo · três dias
OndeSta. Margarida da CoutadaVer no mapa →
EntradaGratuitaRecinto de acesso livre, todas as idades
Momento altoMissa e procissãoDomingo 19 · 17h00 · Igreja Matriz

Publicidade não remunerada · conteúdo editorial independente da Welcome·to.

Há terras que sabem receber, e a Coutada é uma delas. Entre 17 e 19 de julho, a freguesia de Santa Margarida da Coutada, ali no concelho de Constância, volta a vestir-se de festa para honrar a sua padroeira, Santa Margarida. São três dias em que o recinto não pára: concertos, artesanato feito por gente da terra, animação para os miúdos, quermesse, folclore e aquele convívio que só acontece quando a aldeia inteira sai à rua. E, ao domingo, o momento que dá nome a tudo isto: a missa solene e a procissão em honra da padroeira.

O evento

Sagrado e profano, no mesmo recinto

O que torna estas festas especiais é justamente a mistura. Num dia tens o arraial a puxar pela pista até às três da manhã, no outro tens a procissão a atravessar a freguesia em silêncio. É a parte sagrada e a parte da folia a coexistirem no mesmo fim de semana, organizadas pela própria freguesia com o apoio de várias entidades e patrocinadores. Não é um evento montado por uma produtora de fora. É a comunidade a fazer a festa dela.

Primeira noite

Sexta, 17 de julho: o arranque

A festa começa às 19h00, com a abertura da exposição e venda de artesanato da freguesia, e vale a pena chegar cedo para ver as peças antes de a coisa encher. Uma hora depois, às 20h00, arranca a animação infantil, para os mais novos entrarem logo no ritmo. Às 21h00 sobe ao palco a Marcha de Santa Margarida da Coutada, e às 21h30 abre a quermesse (levem trocos, que aquilo chama). A partir das 22h00 é arraial a sério, com o conjunto Cristais da Noite a aquecer a noite, que só fecha às 03h00 com o DJ K3 Ric. Para quem for a pensar em ir cedo para casa, boa sorte.

Segunda noite

Sábado, 18 de julho: a segunda noite

O sábado repete a receita que funciona. Às 19h00 reabre a exposição de artesanato, às 20h00 há de novo animação infantil, e a quermesse volta a abrir às 21h30. Meia hora depois, às 22h00, o palco é do TrapZap, que fica responsável por não deixar a segunda noite baixar de ritmo.

O dia da padroeira

Domingo, 19 de julho: o dia grande

O domingo é o dia mais cheio, e começa cedo. Às 09h00 há o tradicional “Domingo de Praça”, no Largo Dr. Pratas Moura. Às 10h00, o Grupo de Concertinas de Dornes faz uma arruada pelos lugares da freguesia, uma saudação à população à moda antiga, com a concertina a acordar a rua toda.

À tarde, a partir das 15h00, reabre a exposição e venda de artesanato. Às 17h00 celebra-se a missa na Igreja Matriz de Santa Margarida da Coutada, seguida da procissão em honra da padroeira. É o coração de toda a festa, o motivo pelo qual estes três dias existem. Depois da procissão, a festa regressa ao recinto: às 19h00 abre a quermesse, às 20h00 há animação infantil, e às 21h00 é a vez de João Victor animar o arraial. O encerramento fica para as 22h30, com o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Malpique a fechar as festas como manda a tradição, no folclore.

Antes de ir

Duas notas para quem vai

Há animação infantil nos três dias, sempre a partir das 20h00, por isso dá para levar a miudagem sem stress. E ninguém fica com fome nem sede: o recinto tem espaços de restauração com bebidas, petiscos, bolos e licores caseiros, mais a quermesse do costume para tentar a sorte.

No fim, é isto que as Festas em Honra de Santa Margarida da Coutada são. Uma tradição que a freguesia mantém viva ano após ano, a juntar a fé, a cultura popular e o convívio entre quem é da terra e quem a vem visitar. Se estiverem por Constância a meio de julho, já sabem onde é a festa.

Quem anima

Do arraial ao folclore

Sete momentos ao longo de três noites, do baile popular às concertinas e ao folclore que fecha a festa. Quando houver vídeos, é só colar o do YouTube em cada cartão.

17 JUL · SexSM
Marcha de Sta. MargaridaA marcha da terra · 21h00

17 JUL · SexCN
Cristais da NoiteArraial · a partir das 22h00

18 JUL · 03hK3
DJ K3 RicEletrónica até de madrugada

18 JUL · SábTZ
TrapZapArraial · a partir das 22h00

19 JUL · DomCD
Concertinas de DornesArruada · 10h00

19 JUL · DomJV
João VictorArraial · 21h00

19 JUL · DomOC
EncerramentoOs Camponeses de MalpiqueRancho folclórico · 22h30

Programação

O programa, hora a hora

  • 19:00 Abertura da exposição e venda de artesanato
  • 20:00 Animação infantil
  • 21:00 Marcha de Santa Margarida da Coutada
  • 21:30 Abertura da quermesse
  • 22:00 Arraial · Cristais da Noite
  • 03:00 DJ K3 Ric

  • 19:00 Exposição e venda de artesanato
  • 20:00 Animação infantil
  • 21:30 Abertura da quermesse
  • 22:00 Arraial · TrapZap

  • 09:00 “Domingo de Praça” · Largo Dr. Pratas Moura
  • 10:00 Arruada · Grupo de Concertinas de Dornes
  • 15:00 Exposição e venda de artesanato
  • 17:00 Missa e procissão · Igreja Matriz
  • 19:00 Abertura da quermesse
  • 20:00 Animação infantil
  • 21:00 Arraial · João Victor
  • 22:30 Encerramento · Rancho “Os Camponeses” de Malpique

Como chegar

Onde acontece

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Recinto das festas
Santa Margarida da Coutada · Constância

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Cheias de 2026 – O Tejo Engoliu o Castelo de Almourol

Cheias de 2026 – O Tejo Engoliu o Castelo de Almourol

Publicado em 26 de Fevereiro de 2026 | Vila Nova da Barquinha – Situação actualizada diariamente em https://welcome-to.pt/castelo-de-almourol-aberto-ou-fechado/.

O cais de acesso ao Castelo de Almourol foi rio abaixo. Não é metáfora. A água do Tejo simplesmente cobriu tudo — o estacionamento, as ruas ribeirinhas, os parques. E o Município de Vila Nova da Barquinha fechou o acesso ao castelo ao público. Um dos monumentos medievais mais icónicos de Portugal, plantado na sua ilhota no meio do rio, rodeado não pelo Tejo habitual mas por um Tejo que não pedia licença para nada.

Isto aconteceu em fevereiro de 2026, quando as depressões Kristin, Leonardo e Marta se combinaram numa espécie de cocktail atmosférico particularmente mau. Portugal ficou encharcado. Os solos saturaram. As barragens encheram. E o Tejo, que já foi guardado por um castelo templário, desta vez não havia castelo que o travasse.

Cheias no rio Tejo - Castelo de Almourol 2026

Os Números que Fazem Impressão

Às 10h00 de um dos dias mais tensos da crise, as barragens a montante estavam a debitar o seguinte: Castelo de Bode com 600 m³/s, Pracana com 1.025 m³/s, e Fratel com assombrosos 5.800 m³/s. Somado tudo, o caudal acumulado em Almourol chegou a 7.414 metros cúbicos por segundo. Para ter uma ideia do que isso significa — porque um metro cúbico por segundo é já muita água — imagine uma piscina olímpica cheia a cada 3 segundos, a passar pelo mesmo ponto. Agora multiplica por 7.414.

No dia seguinte, ainda pior: 7.839 m³/s registados às 11h00 na estação de Almourol. A Fratel sozinha estava a dar 4.611 m³/s, com Castelo de Bode a contribuir com 880 m³/s e Pracana com 300 m³/s — um total de 5.790 m³/s só das barragens. Os restantes cerca de 2.000 m³/s vinham das ribeiras da região, que também não aguentavam mais chuva nos solos já completamente encharcados.

E o pico? Registou-se em Abrantes: 8.000 m³/s. Mas em Almourol chegou-se muito perto.

Fenómeno Centenário 

Há um detalhe que o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos, não escondeu: a surpresa. “Só às 05h00 tivemos informação de que as descargas das barragens a montante duplicaram.” Até à madrugada, as previsões apontavam para um acumulado de 3.500 m³/s em Almourol. Acordaram com o dobro. O cenário mudou durante a noite, drasticamente, e quando a população acordou, grande parte das zonas ribeirinhas já estava debaixo de água.

Isto é importante perceber. Não foi um processo lento e previsível. As barragens, quando atingem a sua capacidade, têm de fazer descargas. É procedimento normal – ou a água sai controlada, ou sai de outra maneira menos controlada. A questão é que quando várias barragens abertas ao longo do mesmo rio disparam descargas ao mesmo tempo, o efeito cumulativo a jusante é muito maior do que qualquer uma delas individualmente. Fratel, Pracana, Castelo de Bode — todas a debitar juntas, com as ribeiras ainda por cima a contribuir, foi demais para o Tejo absorver sem consequências para as margens.

O alerta vermelho foi declarado. O nível mais elevado de uma escala de quatro — “risco extremo de cheias significativas”, com mobilização imediata de meios de proteção civil e do Exército Português.

E Tudo o Tejo Deixou Submerso – Almourol e Arredores

A lista é longa e dói um bocado de ler. Só em Vila Nova da Barquinha: o Cais do Almourol submerso, o Cais de Tancos submerso, o Parque Ribeirinho inundado, a Rua do Tejo cortada, a Rua da Barca e a Rua do Sal em risco. O Barquinha Parque ficou totalmente inundado e interdito ao público.

Em Constância: o parque de estacionamento ribeirinho coberto de água, a Rua do Tejo submersa, a Estrada do Campo inacessível, toda a zona ribeirinha da vila debaixo de água, e até a Praça Alexandre Herculano submersa. Em Entroncamento, a Estrada Municipal 1179 desapareceu debaixo do rio. Em Torres Novas, a EM 570 em direção à Golegã ficou cortada.

Não foram só estradas e parques. O cais da Hidráulica e o próprio cais do Castelo de Almourol foram, segundo o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Manuel Mourato, “arrastados pela corrente”. O cais de Tancos ficou com danos estruturais, deslocado da posição original. No parque ribeirinho havia equipamentos infantis destruídos, gradeamentos e mobiliário danificados. Árvores derrubadas por todo o concelho. Infiltrações na Igreja da Misericórdia, no Centro Cultural de Tancos, na Igreja local. O autarca foi direto: “Sofremos aqui um dois em um: primeiro a tempestade, sobretudo a Kristin, e logo depois as cheias.”

Cheias no Castelo de Almourol 2026

O Guardião do Tejo Já Não é Almourol

O Castelo de Almourol é chamado “Guardião do Tejo” nalgumas referências. Durante séculos, o castelo templário construído no século XII olhou para o rio de cima da sua ilhota rochosa. Desta vez, o rio olhou para ele. E foi mais um Gigante da Natureza.

O castelo ficou inacessível ao público não porque estivesse em perigo direto — a ilhota mantém-no acima da linha de água mesmo em cheias graves — mas porque chegar até lá era impossível. O cais de embarque desapareceu. As estradas de acesso ficaram submersas. E a Proteção Civil apelou à população para ficar longe das margens do rio, aviso que toda a gente sabe que nem toda a gente cumpre, mas que desta vez tinha fundamento real e visível.

Ontem, Hoje e Amanhã

Fevereiro de 2026 e as cheias do Tejo têm uma história longa em Portugal. Não é novidade que o rio transborde — já o fez muitas vezes ao longo dos séculos, e há registos históricos de eventos semelhantes ou piores. Mas a frequência e a intensidade importam. E a combinação de barragens cheias, chuva intensa e solos saturados cria uma receita que, quando se junta tudo ao mesmo tempo, ultrapassa rapidamente os limites de qualquer sistema de proteção civil, por mais bem organizado que esteja.

O “Guardião do Tejo” desta vez ficou isolado na sua ilhota, rodeado por um rio que ninguém conseguia atravessar e, literalmente, metia medo. Os cais destruídos vão ser reconstruídos. As estradas vão reabrir – mas vai ficar na memória, pelo menos por um tempo.

 

A normalidade vai demorar a retornar mas quando for – iremos estar aqui para os receber.

 


Informações e Reservas: 📞+351 927 228 354 📧 posto.turismo@welcome-to.pt 🌐 welcome-to.pt/castelo-de-almourol 💶 10€/pessoa | Duração: 1h45

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