Entries by Beatriz d´Almourol

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Feira Nacional do Cavalo – Golegã

Cavaleiros de traje tradicional montam cavalos lusitanos ao fim da tarde, no recinto da Feira Nacional do Cavalo da Golegã.

Welcome·to · Médio Tejo

● Em atualização

Anno MMXXVI · Golegã · Ribatejo

Feira & Tradição

Feira Nacionaldo Cavalo

Golegã · Novembro

A capital do Cavalo Lusitano volta a encher-se em novembro. As datas de 2026 estão a caminho, e é aqui que as vais saber primeiro.

Foto: Waugsberg · CC BY-SA 3.0



Quadro do essencial
QuandoDatas por confirmarHabitualmente cerca de dez dias em novembro
OndeLargo do Arneiro, GolegãRibatejo · a ~25 min do Castelo de Almourol
EntradaRecinto livreAlguns espetáculos podem ser pagos
Momento altoSão Martinho · 11 novMissa, cortejo e cavalhadas
Edição anterior7 a 16 de novembro de 2025XLIX edição
◆ ◆ ◆

Há sítios em Portugal onde o cavalo não é um animal, é uma forma de estar. A Golegã é o maior deles. Todos os novembros, esta vila do Ribatejo transforma-se na capital mundial do Cavalo Lusitano e recebe a Feira Nacional do Cavalo, a maior festa equestre do país, com raízes que recuam até 1571.

São, na verdade, três feiras numa só: a Feira Nacional do Cavalo, a Feira Internacional do Cavalo Lusitano e a centenária Feira de São Martinho, que dá o pretexto e a data. Durante cerca de dez dias, o recinto do Largo do Arneiro e as ruas da vila enchem-se de concursos, galas equestres, campinos, tasquinhas e o cheiro a castanha assada. É tradição de séculos e, ao mesmo tempo, alta competição hípica ao mais alto nível.

Um marco

Agora também Património da Humanidade

Em 2025, a Equitação Portuguesa foi reconhecida como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, fruto do trabalho conjunto da Câmara da Golegã, da Escola Portuguesa de Arte Equestre e dos criadores do Cavalo Lusitano de Puro Sangue. E não há melhor sítio para celebrar isso do que na terra onde o cavalo manda.

O que se vive

Dez dias, um postal vivo do Ribatejo

  • I
    Espetáculos equestres à noiteGalas no picadeiro com o Cavalo Lusitano em palco, o momento mais fotografado da feira.
  • II
    Concursos de saltos e dressageCompetição nacional e internacional ao longo dos dias.
  • III
    Atrelagem e equitação de trabalhoCampeonatos nacionais e finais no showground.
  • IV
    Cortejo e missa de São MartinhoA 11 de novembro, a parte sagrada e romeira da feira.
  • V
    Campinos e cavalhadasDestreza e perícia a cavalo, à moda ribatejana.
  • VI
    Apresentação do Cavalo de SelaPoldros e cavalos a concurso, até ao Campeão dos Campeões.
  • VII
    Água-pé e castanhasO São Martinho sabe a vinho novo e castanha assada.
  • VIII
    Tasquinhas e artesanatoGastronomia do Ribatejo e feira de artesanato pela vila.
  • IX
    Casa-Estúdio Carlos RelvasA joia da fotografia do séc. XIX, a dois passos do recinto.

Antes de ir

Para quem já quer planear

A Golegã é pequena e a feira é grande, por isso a vila enche. Se pensa dormir por perto, vale a pena tratar do alojamento com antecedência, e reservar tempo para a gastronomia ribatejana, do vinho novo ao queijo de ovelha. Está no meio do Ribatejo, por isso dá para juntar à visita o Castelo de Almourol, ali ao lado, em Vila Nova da Barquinha.

Programação

O programa da Feira do Cavalo 2026

Programa a anunciar

Em 2025 foram dez dias, de 7 a 16 de novembro. O programa completo de 2026 (concursos, galas e horários) será publicado aqui assim que a organização o divulgar.

Avisem-me quando o programa sair →

Em vídeo

A feira, antes de lá ir

A Feira do Cavalo da Golegã em vídeo, para ir ganhando vontade.

Como chegar

Largo do Arneiro, Golegã

Recinto da feira
Largo do Arneiro · Golegã

Ver direções →

Corte aqui

Seja o primeiro a saber

Deixe o seu email e avisamos assim que a Câmara da Golegã confirmar as datas e o programa da Feira Nacional do Cavalo 2026.

A história da feira

Edições anteriores

  • 20257–16 NOV · XLIX

    Homenagem ao Mestre Nuno de Oliveira

    O cartaz prestou tributo a Nuno de Oliveira, referência mundial da arte equestre, com o cavalo Euclides. O ano em que a Equitação Portuguesa foi reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO.

  • 20241–11 NOV · XLVIII

    O cavalo Ofensor, pintado ao vivo

    Cartaz da artista Liska Llorka, que pintou ao vivo o cavalo Ofensor, da Coudelaria Manuel Assunção Coimbra, Campeão dos Campeões da FNC 2023.

  • 2023NOVEMBRO · XLVII

    A feira que consagrou Ofensor

    A edição em que o cavalo Ofensor foi sagrado Campeão dos Campeões, tema do cartaz do ano seguinte.

  • Arquivo2017–2022

    Arquivo dos programas

    As edições anteriores estão reunidas nesta página. Para o histórico completo e as novidades oficiais, veja o site oficial da feira.

Créditos fotográficos

Fotografias da Feira Nacional do Cavalo por Waugsberg, via
Wikimedia Commons,
CC BY-SA 3.0.
Ficheiros originais:
91,
75g,
51a,
92a.
Redimensionadas; o tratamento de cor é aplicado em CSS, no browser, e os ficheiros não foram alterados.

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Almourol Templário 2026: O Assalto ao Castelo


Em atualização · Programa a anunciar

Recriação Histórica — Vila Nova da Barquinha

Almourol Templário 2026: O Assalto

O regresso à Idade Média já tem data, 26 e 27 de setembro. O programa completo está a chegar, e vais vê-lo aqui primeiro.

Por Beatriz d'AlmourolAtualizado 17 julho 2026Página em atualização

Quando26 – 27 Setembro 2026Sábado e domingo · datas confirmadas
OndeCastelo de AlmourolIlha no Tejo · Ver no mapa →
EntradaPor anunciarAcessos e preços a confirmar
Momento altoO Assalto ao casteloRecriação do cerco à fortaleza

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Seja o primeiro a saber

Deixe o seu email e avisamos assim que a organização revelar o programa completo, os concertos e os horários do Almourol Templário 2026.

Prepara a armadura, mas ainda com calma. Já é oficial: nos dias 26 e 27 de setembro de 2026, o Castelo de Almourol, a fortaleza templária plantada numa ilha no meio do Tejo, volta a recuar uns bons séculos com o Almourol Templário: O Assalto. As datas estão fechadas. O que ainda não saiu é o programa detalhado, com as horas de cada coisa, os concertos e os nomes. Assim que a organização revelar tudo, é aqui que vais ficar a saber primeiro.

O que já se conhece

O que te espera no assalto

Do que já se sabe, dá para ir ganhando vontade. O grande momento vai ser o assalto ao castelo, a recriação do cerco à fortaleza, com combate e muito fumo à mistura. À volta disso, são dois dias inteiros de Idade Média a céu aberto.

O Assalto ao casteloA recriação do cerco à fortaleza, com combate e muito fumo à mistura. O momento que dá nome à festa.
Mercado medievalTasquinhas e artesãos a trabalhar ali à frente.
Acampamento militar e civilA vida no tempo dos Templários, recriada ao pormenor.
FalcoariaAves de rapina em demonstração de voo.
Esgrima e combatesDuelos e demonstrações de armas antigas.
Tiro com arco e bestaPontaria à moda medieval.
CoquinariaA cozinha medieval feita à moda antiga.
Danças, artes e ofíciosMúsica e mãos na massa ao longo do recinto.
Concertos e workshopsPalestras, workshops e experiências imersivas nos dois dias.

Antes de marcar

Boa nota para quem já quer planear

O Castelo de Almourol fica numa ilha, e a travessia faz-se de barco a partir da margem, em Vila Nova da Barquinha. Os horários, os acessos e os preços do evento ainda vão ser anunciados, por isso vale a pena não marcar nada em cima da hora.

O Almourol Templário: O Assalto está confirmado para 26 e 27 de setembro de 2026, no Castelo de Almourol. Falta só o programa completo, e nós avisamos-te mal ele saia. Vai ficando com a armadura à mão.

Programação

O programa, hora a hora

Programa a anunciar

As datas já estão fechadas — 26 e 27 de setembro. Faltam as horas de cada atividade, os concertos e os nomes. Subscreva e avisamos assim que a organização revelar tudo.


Avisem-me quando o programa sair →

Almourol Templário em vídeo — para ir ganhando vontade.

Como chegar

Onde acontece

Travessia de barco
Cais de embarque · Vila Nova da Barquinha

Ver direções →

A poucos minutos

Para juntar à visita

Elementor #8935

Festas & Celebrações — Constância

Festas em Honra de Santa Margarida da Coutada 2026

De 17 a 19 de julho, a Coutada junta a missa e a marcha na mesma rua e não larga a festa até de madrugada.

Por Beatriz d'AlmourolAtualizado 17 julho 20265 min de leitura

Quando17 – 19 Julho 2026Sexta a domingo · três dias
OndeSta. Margarida da CoutadaVer no mapa →
EntradaGratuitaRecinto de acesso livre, todas as idades
Momento altoMissa e procissãoDomingo 19 · 17h00 · Igreja Matriz

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Há terras que sabem receber, e a Coutada é uma delas. Entre 17 e 19 de julho, a freguesia de Santa Margarida da Coutada, ali no concelho de Constância, volta a vestir-se de festa para honrar a sua padroeira, Santa Margarida. São três dias em que o recinto não pára: concertos, artesanato feito por gente da terra, animação para os miúdos, quermesse, folclore e aquele convívio que só acontece quando a aldeia inteira sai à rua. E, ao domingo, o momento que dá nome a tudo isto: a missa solene e a procissão em honra da padroeira.

O evento

Sagrado e profano, no mesmo recinto

O que torna estas festas especiais é justamente a mistura. Num dia tens o arraial a puxar pela pista até às três da manhã, no outro tens a procissão a atravessar a freguesia em silêncio. É a parte sagrada e a parte da folia a coexistirem no mesmo fim de semana, organizadas pela própria freguesia com o apoio de várias entidades e patrocinadores. Não é um evento montado por uma produtora de fora. É a comunidade a fazer a festa dela.

Primeira noite

Sexta, 17 de julho: o arranque

A festa começa às 19h00, com a abertura da exposição e venda de artesanato da freguesia, e vale a pena chegar cedo para ver as peças antes de a coisa encher. Uma hora depois, às 20h00, arranca a animação infantil, para os mais novos entrarem logo no ritmo. Às 21h00 sobe ao palco a Marcha de Santa Margarida da Coutada, e às 21h30 abre a quermesse (levem trocos, que aquilo chama). A partir das 22h00 é arraial a sério, com o conjunto Cristais da Noite a aquecer a noite, que só fecha às 03h00 com o DJ K3 Ric. Para quem for a pensar em ir cedo para casa, boa sorte.

Segunda noite

Sábado, 18 de julho: a segunda noite

O sábado repete a receita que funciona. Às 19h00 reabre a exposição de artesanato, às 20h00 há de novo animação infantil, e a quermesse volta a abrir às 21h30. Meia hora depois, às 22h00, o palco é do TrapZap, que fica responsável por não deixar a segunda noite baixar de ritmo.

O dia da padroeira

Domingo, 19 de julho: o dia grande

O domingo é o dia mais cheio, e começa cedo. Às 09h00 há o tradicional “Domingo de Praça”, no Largo Dr. Pratas Moura. Às 10h00, o Grupo de Concertinas de Dornes faz uma arruada pelos lugares da freguesia, uma saudação à população à moda antiga, com a concertina a acordar a rua toda.

À tarde, a partir das 15h00, reabre a exposição e venda de artesanato. Às 17h00 celebra-se a missa na Igreja Matriz de Santa Margarida da Coutada, seguida da procissão em honra da padroeira. É o coração de toda a festa, o motivo pelo qual estes três dias existem. Depois da procissão, a festa regressa ao recinto: às 19h00 abre a quermesse, às 20h00 há animação infantil, e às 21h00 é a vez de João Victor animar o arraial. O encerramento fica para as 22h30, com o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Malpique a fechar as festas como manda a tradição, no folclore.

Antes de ir

Duas notas para quem vai

Há animação infantil nos três dias, sempre a partir das 20h00, por isso dá para levar a miudagem sem stress. E ninguém fica com fome nem sede: o recinto tem espaços de restauração com bebidas, petiscos, bolos e licores caseiros, mais a quermesse do costume para tentar a sorte.

No fim, é isto que as Festas em Honra de Santa Margarida da Coutada são. Uma tradição que a freguesia mantém viva ano após ano, a juntar a fé, a cultura popular e o convívio entre quem é da terra e quem a vem visitar. Se estiverem por Constância a meio de julho, já sabem onde é a festa.

Quem anima

Do arraial ao folclore

Sete momentos ao longo de três noites, do baile popular às concertinas e ao folclore que fecha a festa. Quando houver vídeos, é só colar o do YouTube em cada cartão.

17 JUL · SexSM
Marcha de Sta. MargaridaA marcha da terra · 21h00

17 JUL · SexCN
Cristais da NoiteArraial · a partir das 22h00

18 JUL · 03hK3
DJ K3 RicEletrónica até de madrugada

18 JUL · SábTZ
TrapZapArraial · a partir das 22h00

19 JUL · DomCD
Concertinas de DornesArruada · 10h00

19 JUL · DomJV
João VictorArraial · 21h00

19 JUL · DomOC
EncerramentoOs Camponeses de MalpiqueRancho folclórico · 22h30

Programação

O programa, hora a hora

  • 19:00 Abertura da exposição e venda de artesanato
  • 20:00 Animação infantil
  • 21:00 Marcha de Santa Margarida da Coutada
  • 21:30 Abertura da quermesse
  • 22:00 Arraial · Cristais da Noite
  • 03:00 DJ K3 Ric

  • 19:00 Exposição e venda de artesanato
  • 20:00 Animação infantil
  • 21:30 Abertura da quermesse
  • 22:00 Arraial · TrapZap

  • 09:00 “Domingo de Praça” · Largo Dr. Pratas Moura
  • 10:00 Arruada · Grupo de Concertinas de Dornes
  • 15:00 Exposição e venda de artesanato
  • 17:00 Missa e procissão · Igreja Matriz
  • 19:00 Abertura da quermesse
  • 20:00 Animação infantil
  • 21:00 Arraial · João Victor
  • 22:30 Encerramento · Rancho “Os Camponeses” de Malpique

Como chegar

Onde acontece

Santa Margarida da CoutadaCole aqui o iframe do Google Maps

Recinto das festas
Santa Margarida da Coutada · Constância

Ver direções →

A poucos minutos

Para juntar à visita

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Festas do Entroncamento 2026

Festas do Entroncamento em 2026: nove dias de música, tradição e vida no coração da cidade!   📅 19 a 27 de junho📍 Entroncamento De 19 a 27 de junho de 2026, a cidade do Entroncamento volta a celebrar em grande com as suas emblemáticas Festas da Cidade e São João. Ao longo de nove […]

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Castelo de Almourol | Encerramento Temporário 25 e 26 de abril de 2026

Se está a planear visitar o Castelo de Almourol nos dias 25 e 26 de abril de 2026, precisa de ajustar o seu plano.   O município de Vila Nova da Barquinha vai implementar cortes de trânsito, restrições de acesso e encerramentos temporários devido às comemorações do Dia da Liberdade e ao evento BTT “Almourol […]

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O Castelo de Almourol Reabriu – As Visitas Voltam a Acontecer

O rio Tejo baixou. A natureza abrandou. E o castelo – esse guardião de pedra que nenhuma tempestade conseguiu dobrar em oito séculos – está novamente de portas abertas para o mundo. O Castelo de Almourol está aberto em 2026 Não é só uma reabertura. É um regresso. É a prova, mais uma vez, de […]

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Cheias de 2026 – O Tejo Engoliu o Castelo de Almourol

Cheias de 2026 – O Tejo Engoliu o Castelo de Almourol

Cheias de 2026 – O Tejo Engoliu o Castelo de Almourol

Publicado em 26 de Fevereiro de 2026 | Vila Nova da Barquinha – Situação actualizada diariamente em https://welcome-to.pt/castelo-de-almourol-aberto-ou-fechado/.

O cais de acesso ao Castelo de Almourol foi rio abaixo. Não é metáfora. A água do Tejo simplesmente cobriu tudo — o estacionamento, as ruas ribeirinhas, os parques. E o Município de Vila Nova da Barquinha fechou o acesso ao castelo ao público. Um dos monumentos medievais mais icónicos de Portugal, plantado na sua ilhota no meio do rio, rodeado não pelo Tejo habitual mas por um Tejo que não pedia licença para nada.

Isto aconteceu em fevereiro de 2026, quando as depressões Kristin, Leonardo e Marta se combinaram numa espécie de cocktail atmosférico particularmente mau. Portugal ficou encharcado. Os solos saturaram. As barragens encheram. E o Tejo, que já foi guardado por um castelo templário, desta vez não havia castelo que o travasse.

Cheias no rio Tejo - Castelo de Almourol 2026

Os Números que Fazem Impressão

Às 10h00 de um dos dias mais tensos da crise, as barragens a montante estavam a debitar o seguinte: Castelo de Bode com 600 m³/s, Pracana com 1.025 m³/s, e Fratel com assombrosos 5.800 m³/s. Somado tudo, o caudal acumulado em Almourol chegou a 7.414 metros cúbicos por segundo. Para ter uma ideia do que isso significa — porque um metro cúbico por segundo é já muita água — imagine uma piscina olímpica cheia a cada 3 segundos, a passar pelo mesmo ponto. Agora multiplica por 7.414.

No dia seguinte, ainda pior: 7.839 m³/s registados às 11h00 na estação de Almourol. A Fratel sozinha estava a dar 4.611 m³/s, com Castelo de Bode a contribuir com 880 m³/s e Pracana com 300 m³/s — um total de 5.790 m³/s só das barragens. Os restantes cerca de 2.000 m³/s vinham das ribeiras da região, que também não aguentavam mais chuva nos solos já completamente encharcados.

E o pico? Registou-se em Abrantes: 8.000 m³/s. Mas em Almourol chegou-se muito perto.

Fenómeno Centenário 

Há um detalhe que o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos, não escondeu: a surpresa. “Só às 05h00 tivemos informação de que as descargas das barragens a montante duplicaram.” Até à madrugada, as previsões apontavam para um acumulado de 3.500 m³/s em Almourol. Acordaram com o dobro. O cenário mudou durante a noite, drasticamente, e quando a população acordou, grande parte das zonas ribeirinhas já estava debaixo de água.

Isto é importante perceber. Não foi um processo lento e previsível. As barragens, quando atingem a sua capacidade, têm de fazer descargas. É procedimento normal – ou a água sai controlada, ou sai de outra maneira menos controlada. A questão é que quando várias barragens abertas ao longo do mesmo rio disparam descargas ao mesmo tempo, o efeito cumulativo a jusante é muito maior do que qualquer uma delas individualmente. Fratel, Pracana, Castelo de Bode — todas a debitar juntas, com as ribeiras ainda por cima a contribuir, foi demais para o Tejo absorver sem consequências para as margens.

O alerta vermelho foi declarado. O nível mais elevado de uma escala de quatro — “risco extremo de cheias significativas”, com mobilização imediata de meios de proteção civil e do Exército Português.

E Tudo o Tejo Deixou Submerso – Almourol e Arredores

A lista é longa e dói um bocado de ler. Só em Vila Nova da Barquinha: o Cais do Almourol submerso, o Cais de Tancos submerso, o Parque Ribeirinho inundado, a Rua do Tejo cortada, a Rua da Barca e a Rua do Sal em risco. O Barquinha Parque ficou totalmente inundado e interdito ao público.

Em Constância: o parque de estacionamento ribeirinho coberto de água, a Rua do Tejo submersa, a Estrada do Campo inacessível, toda a zona ribeirinha da vila debaixo de água, e até a Praça Alexandre Herculano submersa. Em Entroncamento, a Estrada Municipal 1179 desapareceu debaixo do rio. Em Torres Novas, a EM 570 em direção à Golegã ficou cortada.

Não foram só estradas e parques. O cais da Hidráulica e o próprio cais do Castelo de Almourol foram, segundo o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Manuel Mourato, “arrastados pela corrente”. O cais de Tancos ficou com danos estruturais, deslocado da posição original. No parque ribeirinho havia equipamentos infantis destruídos, gradeamentos e mobiliário danificados. Árvores derrubadas por todo o concelho. Infiltrações na Igreja da Misericórdia, no Centro Cultural de Tancos, na Igreja local. O autarca foi direto: “Sofremos aqui um dois em um: primeiro a tempestade, sobretudo a Kristin, e logo depois as cheias.”

Cheias no Castelo de Almourol 2026

O Guardião do Tejo Já Não é Almourol

O Castelo de Almourol é chamado “Guardião do Tejo” nalgumas referências. Durante séculos, o castelo templário construído no século XII olhou para o rio de cima da sua ilhota rochosa. Desta vez, o rio olhou para ele. E foi mais um Gigante da Natureza.

O castelo ficou inacessível ao público não porque estivesse em perigo direto — a ilhota mantém-no acima da linha de água mesmo em cheias graves — mas porque chegar até lá era impossível. O cais de embarque desapareceu. As estradas de acesso ficaram submersas. E a Proteção Civil apelou à população para ficar longe das margens do rio, aviso que toda a gente sabe que nem toda a gente cumpre, mas que desta vez tinha fundamento real e visível.

Ontem, Hoje e Amanhã

Fevereiro de 2026 e as cheias do Tejo têm uma história longa em Portugal. Não é novidade que o rio transborde — já o fez muitas vezes ao longo dos séculos, e há registos históricos de eventos semelhantes ou piores. Mas a frequência e a intensidade importam. E a combinação de barragens cheias, chuva intensa e solos saturados cria uma receita que, quando se junta tudo ao mesmo tempo, ultrapassa rapidamente os limites de qualquer sistema de proteção civil, por mais bem organizado que esteja.

O “Guardião do Tejo” desta vez ficou isolado na sua ilhota, rodeado por um rio que ninguém conseguia atravessar e, literalmente, metia medo. Os cais destruídos vão ser reconstruídos. As estradas vão reabrir – mas vai ficar na memória, pelo menos por um tempo.

 

A normalidade vai demorar a retornar mas quando for – iremos estar aqui para os receber.

 


Informações e Reservas: 📞+351 927 228 354 📧 posto.turismo@welcome-to.pt 🌐 welcome-to.pt/castelo-de-almourol 💶 10€/pessoa | Duração: 1h45